Comissão de Ética abre processo e Leco pode ser expulso do São Paulo

A Comissão de Ética do São Paulo protocolou nesta segunda-feira a abertura de um processo para investigar a responsabilidade do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em uma ação judicial que custou R$ 4,6 milhões aos cofres do clube. Leco será intimado a se defender em 15 dias e corre o risco de ser expulso do Conselho Deliberativo, o que resultaria no impeachment.

Presidida por José Roberto Ópice Blum, a comissão havia recebido no fim de março uma representação assinada por 12 conselheiros que exigiam que Leco ressarcisse o São Paulo pelo pagamento dos quase R$ 5 milhões no ano passado.

Tal quantia se deve ao não pagamento de uma comissão no valor de R$ 732 mil pela compra do lateral-esquerdo Jorginho Paulista, em 2002. Então diretor de futebol, Leco assinou um documento autorizando a quitação da comissão para a Prazan Comercial Ltda, que intermediou o negócio.

De acordo com o requerimento, Leco contrariou o presidente Marcelo Portugal Gouvêa e feriu o artigo 86 do estatuto social do Tricolor, de que só o presidente ou o diretor financeiro têm autonomia para autorizar um pagamento como esse.

A Prazan foi à Justiça e os R$ 732 mil viraram R$ 4,6 milhões exatamente 13 anos depois. O pagamento foi feito em agosto do ano passado por Carlos Miguel Aidar.

Procurado pelo Blog, Leco foi comedido. “Desconheço e não quero comentar nada”, afirmou o presidente tricolor.

Os autores do requerimento contra Leco são: Erovan Thadeu, Joandre Antonio Ferraz, Newton do Chapéu, Denis Ormund, Pedro Biagio, Alberto Carlos Ferreira, Benedito de Souza, Joaquim José Lacerda, Kalef João Francisco, Roberto Perruce, Clovis Botelho e Renê Isidro Ramires.

A representação, que tinha três páginas, se transformou em um calhamaço com mais de 500 páginas antes de ser protocolada na secretaria do Tricolor, na tarde desta segunda-feira. Agora, o documento inclui o processo judicial condenando o São Paulo a desembolsar os R$ 4,6 milhões.

A tendência é de que a Comissão de Ética emita um parecer até abril do ano que vem. Caso julgue Leco culpado, o Conselho Deliberativo do São Paulo se reunirá na sequência para votar por uma punição. As opções são: advertência, suspensão ou exclusão do conselho.

O ex-presidente Carlos Miguel Aidar e o ex-diretor de futebol foram condenados neste ano à punição mais pesada depois de brigarem no restaurante de um hotel paulistano. Aidar ainda era investigado a respeito de irregularidades.

Yahoo

27/12/2016

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