Dois em cada três vereadores de Osasco são alvos de mandados de prisão

Dois em cada três vereadores de Osasco são alvos de mandados de prisão

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Vereadores de Osasco, cidade da região metropolitana de São Paulo, foram presos nesta terça-feira (6) na 5ª etapa da Operação Caça-Fantasmas, que atinge dois terços dos 21 parlamentares da cidade paulista. Prefeito eleito, o vereador Rogério Lins (PTN), é um dos alvos, mas não foi encontrado. Ele estaria viajando, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”.

Foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva contra vereadores da cidade, que são cumpridos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) de Osasco. Ao menos 11 parlamentares já foram presos, segundo o MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

O MP não confirma os nomes dos vereadores que são alvos dos mandados de prisão, mas entre os vereadores levados pelos policiais estão Francisco De Paula (PSDB), André Sacco (PSDB), Alex da Acadamia (PDT), Josias da Juco (PSD), Rogério Silva (PRB) e Valdomiro Ventura (PTN)

Também são alvos os vereadores Andrea Capriotti (PEN), Batista Comunidade (PT do B), João Góis (PT), Karen Gaspar (PT do B), Maluco Beleza (PTB) e Toniolo (PCdoB). Jair Assaf (PROS), presidente da Câmara de Osasco, também é alvo. O MP ainda não confirma quais destes foram presos nesta terça.

Os detidos estão sendo levados para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes e para a Delegacia de Investigações Gerais, ambas em Osasco.

Também são cumpridos outros 15 mandados de busca e apreensão, de acordo com as informações da Promotoria.

Há 15 promotores de Justiça cumprindo os mandados com o auxílio da PM (Polícia Militar), que atua na operação com um efetivo de 80 homens.

A operação, deflagrada em agosto de 2015, investiga um esquema de funcionários fantasmas e captação de dinheiro de parte do salário dos assessores dos vereadores. O Ministério Público ofereceu denúncia contra 14 vereadores, de 11 partidos diferentes, e 205 assessores fantasmas pela prática dos crimes de organização criminosa e de estelionato, em estruturada organização criminosa voltada para a lesar os cofres públicos.

Segundo estimativa do Gaeco, o esquema desviou R$ 21 milhões até agora. Mais de 200 pessoas foram afastadas de seus cargos cautelarmente pela Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo.

Até o momento, já foram realizados quatro acordos de delação premiada com agentes corruptos e mais de R$ 200.000,00 estão sendo devolvidos aos cofres públicos, sendo que tais acordos já foram homologados na Justiça Criminal, diz o MP.

O UOL entrou em contato com os gabinetes dos 21 vereadores de Osasco, mas não obteve resposta até o momento.

bol

06/12/2016

 

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